Web 3: o que é e o que muda

Web 3: o que é e o que muda

Renan Renan 11 fev 2022

Navegar pela rede mundial de computadores, a World Wide Web, já é rotina na vida da grande maioria das pessoas ao redor do mundo. Trabalho, estudo, lazer, praticamente tudo presente no nosso dia a dia pode estar, e muitas vezes depender, da conexão com a internet. Ao longo dos anos, inovações que revolucionaram a forma com que nos conectamos surgiram e a tendência é que essas evoluções continuem ocorrendo.

Hoje, falaremos um pouco sobre a “Web3”, conceito que promete, mais uma vez, revolucionar a forma que utilizamos a internet. Vamos entender um pouco sobre a terceira geração da “Web”, passando pelas suas antecessoras e as possibilidades criadas, como a criação da chamada “Web semântica”.

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Web 3
Web 3

A evolução da Web

A geração 1.0 da “Web” surge no início dos anos 90, com a popularização da internet. A Web 1.0 foi primeira forma criada de acesso aos “browsers”, os navegadores. Seu funcionamento era um tanto quanto simples e limitado. Ela funcionava de maneira unilateral, o servidor enviava os dados e o navegador funcionava como um leitor, que interpretava e mostrava as informações à quem acessava os sites. Não existia nenhuma possibilidade de interação, o usuário poderia apenas consumir as informações fornecidas.

Em 2004, é criada a segunda geração da “Web”. A Web 2.0, além de aumentar a velocidade e a facilidade do uso da internet, tinha como ideia central a participação dos usuários, criando um ambiente mais dinâmico e colaborativo. É na web 2.0 que surgem os primeiros blogs e redes sociais. Agora, quem acessava a internet não era mais um mero consumidor, mas podia opinar nos conteúdos, compartilhá-los e, o mais importante, criar o seu próprio material que seria consumido por outros usuários. A “Web 2” cria então uma “via de mão dupla”, onde o servidor nos fornece conteúdo e nós podemos enviar conteúdo ao servidor, que o redistribui.

A Web 3.0, ou Web 3, surge com uma ideia de descentralização dos dados. Muitas pessoas dentro do setor de tecnologia, a definem como uma “grande revolução da internet”. Vamos então entender o que muda com essa terceira geração da Web e o porquê ela promete mudar tanto a forma como navegamos online.

Web 3

Vamos então entrar um pouco mais nos detalhes sobre a possível revolução da internet e entender as principais mudanças que devem estar presentes na Web 3.0.

O que muda

As principais mudanças que verificamos na Web 3.0 dizem respeito à descentralização dos dados. A ideia é que as informações deixem de ser armazenadas em grandes servidores pertencentes às principais empresas, donas dos sites e aplicações que utilizamos. Os dados dos usuários passarão a ser armazenados em uma “nuvem” e o objetivo é fazer com que as nossas principais informações fiquem mais seguras. Há uma grande crítica ao atual sistema de armazenamento de dados presente na internet. As grandes empresas possuem muitas informações sobre os usuários e, nada garante que esses dados estejam seguros. Os usuários não possuem controle sobre as próprias informações, que estão sob controle de grandes empresas.

Com a Web 3, a promessa é de que o usuário volte a possuir poder sobre os próprios dados, podendo escolher quem os acessa, como o faz e por quanto tempo. O armazenamento das informações se dará em cadeias de dados que permite a criação de “blocos”, a chamada “blockchain”, tecnologia já bastante utilizada no universo de NFT e criptomoedas.

Ademais, a nova Web ainda prevê outras mudanças, como uma melhora significativa no maneira de se pesquisar na internet. Essa melhora será possível pela descentralização das informações. Pense que, ao acessar algo online, você informa a um servidor exatamente o que você busca. Essa central lhe fornece os dados de acordo com o que você quer, porém, nada garante que esse resultado não seja manipulado e as informações oferecidas sejam filtradas de acordo com o interesse de quem a controla. Além disso, se há algum problema com os servidores, os dados são comprometidos e você pode inclusive perder temporariamente acesso a informações importantes. Com a descentralização prevista na Web 3, os dados estarão presentes em diversas cópias, espalhadas por blocos, em algoritmos que não podem ser manipulados. É a chamada tecnologia “peer-to-peer” (P2P), em tradução, de ponto a ponto, onde a troca de informações ocorre diretamente entre os usuários, de igual para igual.

A Web Semântica

Outro conceito importante que surge atrelado à Web 3 é a Web Semântica. Ela diz respeito a possibilidade do aumento da cooperação entre usuários humanos e as plataformas, os computadores. Isso implica em uma internet muito mais inteligente, uma grande evolução da inteligência artificial (AI). Dentro da Web Semântica, acredita-se que os softwares terão uma maior capacidade de interpretar os conteúdos da rede e não apenas exibi-los. Isso permitiria resultados mais complexos e personalizados ao se fazer pesquisas online, por exemplo. O conceito ainda é bastante teórico e envolve uma hipótese complexa que é o aumento da capacidade dos softwares de aprender interpretações de conteúdo. Mas a ideia de um trabalho cooperativo entre homem e máquina visa aumentar a facilidade do uso em diversos aspectos.

A Web3 na prática

Muitos recursos que permitem ocorrer a Web 3 já existem e estão cada vez mais populares, como as criptomoedas, por exemplo. Porém, ainda falta a aceitação e o entendimento da grande massa de usuários para que a utilização se torne mais comum. Especialistas afirmam que é de extrema importância que tenhamos uma internet igualitária e imparcial.

Metaverso

Outro termo que começa a surgir e ganhar popularidade é o “metaverso”. Um “metaverso” consiste em um universo virtual e o conceito começa a dar seus primeiros passos. A ideia é a criação de um ambiente, em que as pessoas criem seus “avatares” para interagir umas com as outras online. A tecnologia pretende usar os conceitos de realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR) para simular um mundo físico dentro do online e possibilitar a visualização de elementos virtuais no ambiente real. Tanto o “metaverso” quanto o mundo dos NFTs e criptomoedas tendem a se expandir em breve, e possivelmente dentro da Web 3, isso ocorra da melhor maneira.

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